Sunday, June 25, 2006

Universal e Hammer Films: As pioneiras

Os diretores do expressionismo alemão inflenciaram figuraças como Tod Browning, James Whale e Rowland V. Lee, todos diretores da Universal, que abusaram dos contrastes de luz e sombra em quase todas as suas obras.
Drácula (1931) foi o primeiro filme de horror produzido pela Universal. Vagamente inspirado no livro de Bram Stoker, era mais uma adaptação da peça de teatro homônima estrelada por Hamilton Deane na década de 20, do que uma transposição do romance para as telas. No cinema, o vampiro foi interpretado pelo húngaro Bela Lugosi. O êxito do filme levou o estúdio a fazer outras produções do gênero como Frankenstein (1931), estrelado por Boris Karloff que assumiu o papel do monstro após Bela Lugosi tê-lo recusado por considerá-lo "desprovido de charme". Assim como Drácula, Frankenstein baseou-se em uma montagem teatral inspirada no romance. A trama, portanto, não correspondia exatamente à do livro e o estudante de medicina Victor Frankenstein foi substituído pelo Barão Frankenstein. Assim a Universal substituiu Lon Chaney - que morrera no fim do século no fim dos anos 20 - com dois novos titãs do do horror. Karloff tornou-se uma estrela e em seguida estrelou A Múmia, de Karl Feund, e se transformou em Imhotep, que volta à vida em busca de um amor passado. Assim, as bases estavam lançadas e surgiram outros sucessos como O Homem Invisível (1933) e A Noiva de Frankenstein (1935) - considerado o melhor de todos os filmes da Universal.
Com o declínio das produções da Universal, já nos anos 40, o gênero entrou em crise. Filmes baratos, pretensamente "inspirados" nos clássicos do estúdio, surgiram aos montes. O próprio Bela Lugosi aceitou estrelar versões ordinárias dos primeiros filmes de Drácula para companhias rivais. Pior foi na década de 50, quando os monstros foram substituídos por aliens e outros personagens da ficção.
O período de decadência acabou quando a produtora Hammer Films começou a se aventurar e produzir bons remakes dos velhos clássicos com Lugosi e Karloff. O estúdio adotou uma nova estética e se inspirou na Inglaterra Vitoriana para criar ainda mais medo. O visual dos filmes da Hammer foi definido por Terence Fisher já nos dois primeiros longas: A Maldição de Frankenstein e O Vampiro da Noite. O primeiro trazia Peter Cushing como o Barão e Christopher Lee era a criatura. A maquiagem não era tão boa quanto a de Karloff, mas o longa cativou por agregar sensualidade e uma dose de violência gráfica. O Frankenstein da Hammer também propunha uma revisão do caráter do cientista - agora, retratado como o verdadeiro vilão da história. Além disso, as fitas eram coloridas, o que permitia ao espectador ver a cor do sangue.
A Maldição de Frankenstein (1957) caiu nas malhas da censura inglesa, que realizou cortes no filme, mas fez dinheiro suficiente para encorajar a Hammer a realizar outro remake: Drácula. Christopher Lee assumiu o papel do vampirão em O Vampiro da Noite (1958), conferindo à personagem uma personalidade lacônica, sexy e assustadora. Com o êxito dos dois primeiros projetos, vieram mais refilmagens como O Soro Maldito, Drácula - O Príncipe das Trevas e O Horror de Frankenstein, lançados nas décadas de 60 e 70. A estética gótica foi mantida por Freddie Francis e Roy Ward Baker, o que fe com que a Hammer crescesse muito. Lee e Cushing também se transformaram em dois astros dos filmes de terror assim como Lugosi e Karloff.
Nem todos os críticos apreciavam o estilo sangüinolento da produtora que mostrava tudo o que não podia ser mostrado na década de 30 pela Universal. Isso transformava a Hammer no alvo preferido dos censores.
Apesar disso, os filmes tinham autêntico potencial artístico: a ambientação gótica - em oposição à modernidade das fitas da Universal, passadas no início do século XX - por exemplo, as tornam adaptações mais fieis à estética dos livros de Shelley e Stoker. Cineastas como Terence Fisher e Freddie Francis resgataram elementos importantes dos textos originais, sumariamente ignorados pela Universal - como a exarcebada sensualidade de Drácula e a imoralidade repugnante das experiências de Frankenstein. Ainda que sensacionalistas, os filmes da Hammer eram indiscutivelmente adultos.
Com o renascimento do filão, outro produtor independente - Roger Corman - seguiu os passos da Hammer e rodou, na década de 60, adaptações baratas dos contos do escritor Edgar Allan Poe - a maioria, estrelada por Vincent Price. Dessa leva temos Muralhas do Pavor (1962), O Corvo (1963) e A Máscara da Morte Rubra (1964). Uma década depois, a fonte da Hammer também secara e surgiram produções ruins como o vampirismo degradado de Blácula (1973) ou Carne Para Frankenstein (1974).
O Drácula da produtora Universal, dirigido por Todd Browning

Drácula - O Vampiro da Noite, de Terence Fisher

Drácula - O Príncipe das Trevas

O Frankenstein da Universal

A Noiva de Frankenstein

A Maldição de Frankenstein

O tosquérrimo vampiro Brácula

Todd Browning, grande diretor da produtora Universal, e seus "freaks"

Terence Fisher, o maestro da produtora Hammer

O ator Vincent Price

Peter Cushing

Boris Karloff, o eterno Frankenstein


Lon Chaney

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