Saturday, February 24, 2007

Façam suas apostas...



Pois é, meus amigos! Amanhã irá acontecer a maior festa do cinema mundial, mais conhecida como Oscar. Astros e estrelas, diretores e diretoras, na briga pelo reconhecimento máximo de seus esforços. E para entrar no clima da coisa, nada melhor do que as tradicionais apostas! Como dediquei meus últimos dias vagos para conferir os indicados mais badalados e alguns mais, vou fazer uma sondagem nas categorias mais interessantes e arriscar alguns palpites. Vamos lá:

Melhor filme
Babel (Simplesmente fantástico, o tipo de filme que me atrai bastante. Se por algum acaso não ganhar, será por causa de A Rainha, que também é outro filmaço);

Melhor ator
Forest Whitaker - O Último Rei da Escócia (No começo achei que toda essa badalação em torno do Whitaker fosse exagero, mas paguei a língua: o cara realmente arrebenta. Dentre os outros indicados só conferi Will Smith em À Procura da Felicidade e Leonardo DiCaprio em Diamante de Sangue, que perdem feio para o Whitaker. E acho muito difícil que os outros dois indicados consigam superar o homem...);

Melhor ator coadjuvante
Djimon Hounsou - Diamante de Sangue (Merecido, o rapaz é ótimo. Acho que o Eddy Murphy também tem grandes chances de levar, mas é somente o que dizem, ainda não conferi o Dreamgirls para dar uma opinião concreta);

Melhor atriz
Helen Mirren - The Queen (A vovó é nota 10. O filme é ótimo, e grande parte disso se deve a ela, que é a alma e o corpo da produção. Se ganhar, vai ser merecido);

Melhor atriz coadjuvante
Adriana Barraza - Babel (Ótima e versátil atuação, até melhor do que a Rinko Kikuchi, que não faz feio);

Melhor Animação
Happy Feet - O Pingüim (Na minha opinião não tem pra onde correr. Minha irmãzinha locou Carros e não vi nada de maravilhoso. É Happy Feet nas cabeças!);

Direção de arte
O Labirinto do Fauno (Precisa falar? O filme é lindo, uma pintura em movimento);

Fotografia
O Labirinto do Fauno (Pelo mesmo motivo que acabei de dizer...);

Figurino
The Queen (Pra mim é uma categoria que não faz muita diferença, mas vi A Rainha e as roupas, principalmente da protagonista, são magníficas);

Direção
Alejandro González Iñárritu - Babel (Como já disse, adorei o filme, e consequentemente, a direção. Na minha opinião que é um dos candidatos mais fortes, ao lado de A Rainha, que também tem boas chances);

Roteiro adaptado
Pecados Íntimos (Dos indicados só assisti a este e Borat. Adorei Pecados Intímos, se levasse o prêmio seria merecido, mas acho que não leva. Mesmo ainda não tendo visto Os Infiltrados, creio que esse sim tem grandes chances);

Roteiro original
Babel (Claro, de longe o melhor. Muito bem trabalhado e amarrado, um show);

Melhor Documentário
Uma Verdade Inconveniente (Mesmo só tendo visto esse entre os indicados, aposto nele as minhas fichas, o filme é ótimo);

Montagem
Babel (Quatro histórias em três continentes diferentes com narração não-linear que no final acabam se juntando em uma coisa só. Precisa dizer mais?);

Filme estrangeiro
O Labirinto do Fauno (Só vi esse, e acho difícil que os outros consigam ser melhores);

Maquiagem
O Labirinto do Fauno (É claro que leva, e mais que merecidamente);

Trilha sonora
O Labirinto do Fauno (Nesse quesito acho que o estrangeiro aqui se sobressaiu entre os figurões. A trilha sonora é linda);

Canção
I Need to Wake Up - Uma Verdade Inconveniente (A música é ótima, mas como ainda não vi Dreamgirls creio que uma das 3 músicas do filme irá levar. É um musical, então acho que metade da vitória já está garantida);

Edição de som
Diamante de Sangue (Dentre os indicados só conferi esse e Piratas do Caribe: O Baú da Morte, então Diamante de Sangue fica na frente, afinal os malabarismos do som são muito bacanas);

Efeitos visuais
Piratas do Caribe - O Baú da Morte (Sim sim, visualmente o filme é fantástico);

Paro por aqui, afinal não conferi nenhum dos indicados às duas últimas categorias: Curta de Animação e Curta-Metragem. E amanhã volto pra fazer o balanço das apostas que ganhei e das apostas que perdi.

Sunday, January 07, 2007

Alienígenas e muito sangue no novo filme de Eduardo Sánchez


Em 1999, nascia um dos maiores fenômenos de bilheteria dos Estados Unidos. O filme se chamava a Bruxa de Blair, e retratava na forma de um documentário a jornada de três jovens em sua busca por uma lenda chamada "A Bruxa de Blair", nas florestas de Black Hills, nos Estados Unidos. O longa alcançou um sucesso estrendoso, porém o mesmo não ocorreu com a sua dupla de diretores, Eduardo Sánchez e Daniel Myrick, que logo logo sumiram do mapa e passaram a se envolver com pequenos projetos "direct to video" e para a TV. Mas eis que, sete anos depois, Sanchéz volta dar as caras com uma nova e interessante película em mãos. Seu nome: Altered.

Numa noite aparentemente comum, Wyatt (Adam Kaufman) e sua noiva Hope (Catherine Mangan) são surpreendidos pela visita de alguns amigos do rapaz. Eles são Duke (Brad William Henke), Otis (Michael C. Williams) e Cody (Paul McCarthy-Boyington), e logo Wyatt percebe o que está acontecendo: há quinze anos atrás, os quatro rapazes, juntamente com o irmão de Cody, foram abduzidos por alienígenas. Todos conseguiram escapar, porém este último acabou sendo morto. Duke, Otis e Cody resolveram então se vingar pela morte do rapaz e caçar um dos alienígenas, e por isso estavam ali na casa de Wyatt, com o monstro no porta-malas da van de Ducke. Sabendo que a qualquer momento os "reforços" do alienígena chegarão, todos precisam se trancar na garagem da casa de Wyatt até que o dia amanheça e eles possam levar o monstro até uma fazenda próxima.

Pois é. O mais do que clássico argumento "humanos encurralados em um local por seus algozes" cai como uma luva em Altered, apesar de o tal argumento não ser levado tão ao pé-da-letra. O clima de tensão aumenta a cada minuto, principalmente quando se descobre que o alienígena que os amigos aprisionam é muito mais perigoso do que parece. Aliás, o recurso de manter a aparência do monstro escondida por trás de um plástico preto e uma máscara de soldagem é muito bom, deixando sempre a curiosidade do expectador no ar.

A direção do longa é segura e inteligente. O roteiro, enxuto e sem grandes surpresas (mas com suas reviravoltas muito bem elaboradas). A fotografia segue a tendência de muitos filmes atuais, investindo em tons escuros como preto, cinza e azul e muitas sombras. O elenco, composto de figuras no geral desconhecidas, é extremamente competente. Mas no âmbito geral o destaque vai mesmo para a turma da maquiagem. Nada de CGI, somente muito sangue falso e ótimos efeitos especiais, tudo feito à moda antiga. Juntando tudo isso, algo que ficou martelando na minha cabeça foi a grande semelhança entre Altered e o maravilhoso Feast, sobre o qual resenhei há algum tempo.

E por falar em moda antiga, antes de ver o filme li que ele teria um certo "ar" de anos 80. E não é que é verdade? Aliás isso é algo que está sendo cada vez mais fácil de se ver nos filmes de horror atuais. Os fãs, é claro, só têm a comemorar.

Com Altered Sánchez reforça o que já havia provado em A Bruxa de Blair: é um cara muito talentoso. Por isso aproveitem enquanto os torrents ainda estão quentes ou esperem por um possível lançamento do DVD nacional (o que eu acho bastante provável) e prestigiem este filmaço.



Wednesday, November 15, 2006

Morra... ou diga sim para Sae-yi yaeseu...



Ah, o cinema asiático. Depois de um tempinho sem dar as caras por aqui (muitas coisas pra fazer, galera), nada melhor do que mais um exemplar dessa safra para alegrar nossos dias. Sae-yi yaeseu, produção Coreana de 2001 e mais conhecida como Say Yes (Diga Sim), acaba de ser lançado em DVD nas nossas locadoras. Com cinco anos de atraso, mas foi lançado. Com um título um tanto quanto estranho, Morra... Ou Diga Sim, mas foi lançado. E se preparem meus amigos, para correr agora mesmo até a locadora mais próxima e locar, roubar ou fazer qualquer outra coisa para assistir a essa pérola.

Jeong (Ju-hyuk Kim) e Yun (Sang Mi Chu) são um jovem casal que vive uma vidinha normal em Seul. Yun trabalha como tradutora de livros, enquanto Jeong procura insistentemente por alguém que aceite publicar seu livro. Até que ele finalmente consegue o apoio de uma editora, e para comemorar compra um carro novo e leva Yun para uma viagem de três dias na costa da Coréia do Sul. Tudo muito bem, muito amor, muita diversão, até que o casal acidentalmente atropela um rapaz no estacionamento de um restaurante. Ele é Em (Joong-Hoon Park), dono de um olhar vago e sombrio, e pede que o casal lhe dê uma carona. Mesmo com os protestos da esposa, Jeong aceita levar o rapaz.

Tem início então um verdadeiro pesadelo. Em se revela um psicopata frio e cruel com um plano arquitetado para o casal, e passa a segui-los e controlar todos os seus passos, num jogo de gato-e-rato cada vez mais tenso onde nada é o que parece ser e a pergunta não pára de martelar na cabeça do espectador: afinal, o que aquele rapaz quer de Jeong e Yun? Porque eles foram os "escolhidos"? Essas perguntas só serão respondidas nos últimos minutos do filme, o que, acreditem, torna o final de Say Yes um dos finais mais carregados e negativos dos últimos tempos. De gelar a espinha...

Como não poderia deixar de ser, o filme é tenso à enésima potência. Imaginem uma mistura do clássico A Morte Pede Carona com o brutal Haute Tension, e vocês poderão ter alguma idéia do que é Say Yes. E se preparem para litros e mais litros de muito sangue e muito, muito gore. A maioria reservado para os minutos finais do filme, que é literalmente, um verdadeiro banho de sangue. Não posso contar detalhes, senão estragaria algumas surpresas, mas asseguro que a violência é explícita e não aconselhável para os mais fracos. Tudo realizado na boa e velha maquiagem, sem qualquer tipo de efeitos computadorizados, CGI e essas porcarias artificiais.

Mas grande parte da carga de tensão e medo do filme só existe graças ao maravilhoso elenco, que se resume apenas ao casal e seu algoz.
Joong-Hoon Park, no papel do cruel Em, dá show e abrilhanta o filme com seu olhar vago e cara de maluco, constituindo um dos melhores vilões dos últimos anos numa interpretação brutal. Ju-hyuk Kim e Sang Mi Chu não deixam por menos e arrebentam no quesito interpretação, principalmente Kim, que durante todo o filme mantém um trabalho equilibrado mas no clímax da história se revela um super ator, passando um sentimento de dor e ódio sufocante. Dá até vontade de entrar na televisão e ajudar o cara, porque o que ele sofre nas mãos do sádico Em não é brincadeira, e parece mesmo que o rapaz está sendo torturado de verdade. Palmas para ele.

Enfim, mais do que recomendável, é obrigatório assistir a Say Yes e mais uma vez, se surpreender com a genialidade e versatilidade dessa galera de olhos puxados. E se preparem para ficar com a cena final do filme na cabeça durante um bom tempo. Brrrrrrrrrrrrrr...

Saturday, October 14, 2006

Feast: a minha mais nova obra-prima particular!


Gosto de dar uma olhada em filmes de pequenas produtoras e diretores novatos. Ultimamente tenho feito muito isso, e na grande maioria das vezes me surpreendo bastante com a qualidade das produções. Graças a essa minha curiosidade pude descobrir várias pérolas, mas nenhuma que se comparasse à genialidade de Feast, filme do ano passado mas que só começou a rolar na internet essa semana e acabo de assistir. Acabo de assistir e preciso de alguém pra recolocar meu queixo no lugar.

Feast é uma das primeiras empreitadas dos irmãos Harvey e Bob Weinstein na sua nova produtora, a Weinstein Co, depois de terem se separado da Miramax/Dimension Filmes em 2005. E detalhe: a frase no topo do cartaz parece até ser mentira, mas não é! Os famosíssimos Mat Dammon, Ben Affleck, Wes Craven e Chris Moore realmente fizeram parte da produção executiva do filme. Nada popular esse time, hein?

Feast já começa mostrando que o diretor John Gulager sabe o que faz. Numa tomada fantástica, acompanhamos algumas pessoas em um bar de um posto de gasolina no meio de um deserto. A câmera vai então em sequência selecionando os protagonistas e os apresentando ao espectador, congelando seus rostos um por um e exibindo uma pequena fichinha com dados como nome, ocupação e expectativa de vida, o que rende algumas ótimas frases já no início do longa.

Feito isso, o grupo de 13 pessoas está se divertindo, outros trabalhando, até que de repente um rapaz sujo de sangue entra no bar como um trovão, empunhando uma espingarda. Ele é Hero, havia acabado de sofrer um acidente de carro com sua esposa Heroine e avisa que em alguns segundos um verdadeiro inferno irá cair sobre aquele lugar. Como ninguém entende nada, o rapaz mostra algo que vinha segurando em uma das mãos: é a cabeça de um ser monstruoso, e segundo Hero mais quatro daquelas criaturas estão lá fora. Ainda sem entender nada, o grupo começa a bloquear todas as entradas, até que Hero se descuida e é puxado para fora por um dos monstros. Entra em cena Heroine, que conseguiu sobreviver ao acidente e ao ver o marido morto e motivada pela esperança de ver sua filhinha novamente, encoraja todos a lutarem contra a ameaça desconhecida. Encurralados pelas criaturas, começa então uma luta pela sobrevivência.

Roteiro simples, direção magnífica, câmera frenética, fotografia avassaladora, personagens magníficos e muitos, muitos litros de sangue falso fazem de Feast um dos melhores filmes de horror da safra atual com louvor. Me arrisco até a dizer que Feast é o filme mais divertido de 2005, superando até mesmo o maravilhoso Evil Aliens (aguardem, possível resenha aqui no SeT);

Feast é um espetáculo sem frescuras de muito sangue, muito gore, e muita escatologia. Não é exagero, o filme não poupa nada e ninguém. Desde criancinhas inocentes até velhinhos, todos são tratados igualmente e rodam na mão dos vilões igualmente, nada da baboseira politicamente correta hollywoodiana onde nem mesmo moscas podem morrer. A cena do primeiro ataque dos monstros ao bar, diga-se de passagem, com certeza vai ficar na cabeça de quem assistir o filme por um bom tempo como uma das cenas mais legais e bem montadas ultimamente.

Se me lembro bem acho que a última vez em que vi um filme recente e que fosse tão sangrento foi no já citado Evil Aliens. Aliás, não pude deixar de perceber várias semelhanças entre esses dois filmes, como o grande nível de humor e a presença de vilões super fodões e personagens metidos a heróis e heroínas no melhor estilo Evil Dead.

As personagens são um espetáculo a parte.
O diretor John Gulager consegue mexer com figuras super estranhas, outras carismáticas, outras agressivas, mas cada um com suas particularidades e trejeitos como ninguém, e impõe ao filme um clima onde 90% é proporcionado pelas suas personagens. E desde o gordo idiota que é infectado por uma gosma verde e vai apodrecendo aos poucos até a heroína gostosinha, todas as personagens conseguem a simpatia do espectador. Outro destaque vai para as criaturas do filme. Nada de CGI e computação gráfica, todas pessoas fantasiadas, os monstros são sem sombra de dúvida um dos melhores trabalhos do cinema atual em termos de caracterização. É ver para crer.

Feast acaba de virar a minha mais nova obra-prima particular. Espetacular, genial, brilhante, sangrento e divertidíssimo, Filmaço com F maiúsculo, item obrigatório para se ter com a maravilhosa capinha original na coleção e ver e rever.

Ah, e anotem o nome do John Gulager, que em seu primeiro filme já quebra tudo e mostra que não é de brincadeira. Esse cara promete.

Friday, October 13, 2006

Plane Dead trailer (2006)

Depois de Snakes On A Train (!!!), taí Plane Dead, mais uma produção que chegou pra pegar carona no sucesso de Serpentes a Bordo. Zumbis em um avião. E você achava que já havia visto de tudo, hein... Clássico trash à vista? Bem capaz. Vamos ver no que dá, pelo menos não se chama Zombies On A Plane e parece ser divertidíssimo...

A história da sexta-feira 13


Como todo mundo deve ter percebido, estamos no dia 13 de outubro de 2006, sexta-feira. Ou seja, mais uma sexta-feira 13. Essa data é sempre muito comentada, e já virou até mesmo tema de produções cinematográficas. Mas de onde será que veio essa lenda de que toda sexta-feira 13 é maldita?

Essa crendice de azar na sexta-feira que cai num dia 13 é a mais popular entre os cristãos. Explica-se: Jesus Cristo foi crucificado numa sexta-feira e, na sua última ceia, haviam 13 pessoas à mesa.


Antes disso, porém, existem versões que provêm de duas lendas da mitologia nórdica. Na primeira delas, conta-se que houve um banquete e 12 deuses foram convidados. Loki, espírito do mal e da discórdia, apareceu sem ser chamado e armou uma briga que terminou com a morte de Balder, o favorito dos deuses. Daí veio a crendice de que convidar 13 pessoas para um jantar era desgraça na certa.

Segundo outra história, a deusa do amor e da beleza era Friga (que deu origem a
friadagr, sexta-feira). Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, Friga foi transformada em bruxa. Como vingança, ela passou a se reunir todas as sextas com outras 11 bruxas e o demônio. Os 13 ficavam rogando pragas aos humanos.

Há também suspeitas de que a crença venha de uma rixa entre o rei francês Filipe, o Belo, e a Ordem dos Templários. No século 14, o monarca decidiu cobrar impostos da Igreja Católico. O papa Bonifácio VIII ficou indignado e o excomungou. Filipe tentou, então, entrar para a Ordem dos Templários. Assim, se reaproximaria novamente da Igreja. Mas não foi aceito. Por vingança, ordenou a prisão e tortura de 5 mil cavaleiros. Isto ocorreu em 13 de outubro de 1307.

Thursday, October 12, 2006

Grind House (2007) Trailer


wooooooooooooooooooooow...

é somente o que eu posso dizer depois de assistir o primeiro trailer do super falado Grind House, projeto de parceria entre os ilustríssimos senhores Quentin Tarantino e Robert Rodriguez. Serão dois longas em um filme só, cada um dirigido por um dos caras. Danny Trejo detonando zumbis ao lado do mago Tom Savini, Kurt Russel na pele de um psicopata doente e a Rose McGowan apavorando com sua super perna metralhadora M-16... acho que amanhã já sento na porta do cinema e garanto minha vaga pra abril de 2007...

Wednesday, October 11, 2006

Leatherface em início de carreira no novo O Massacre da Serra Elétrica: O Início


No ano de 1939, uma moça tem um bebê em um açougue clandestino. Seu chefe a deixa morrer na hora do parto e joga o bebê numa lata de lixo, e ele é resgatado por uma velhinha demente que vive em um casarão no meio do nada. Batizado de Tommy, o garoto possui uma rara doença de pele e a cada ano que se passa revela um instinto cada vez mais violento. Mais tarde ele ficaria conhecido como Leatherface.

Eric e Dean são dois irmãos que decidem viajar até o México com suas namoradas Chrissie e Bailey antes de irem servir na guerra do vietnam. No meio da estrada eles são atacados por uma motoqueira maluca armada com uma shotgun, e quando Eric tenta revidar, capota com o carro. Quando a motoqueira está prestes a fazer deus sabe o que com os jovens, o xerife Hoyt aparece e detona a moça com um balaço. Mas Hoyt não é xerife, e sim um doente que matou o verdadeiro xerife e vem cometendo crimes junto com seu irmão Tommy para se alimentar e alimentar seus pais. Os jovens, com excessão de Chrissie que foi jogada fora do carro no acidente, são sequestrados e levados para a mansão da família para uma sessão de torturas, insanidades e finalmente serem abatidos por Tommy.

Esqueçam a besteira que foi o remake de O Massacre da Serra-Elétrica e assistam agora mesmo o The Beginning. Com excessão de mostrar as origens da família de canibais, o filme não tem nada de novo: o que se vê é mais uma vez uma porção de jovens bonitinhos rodando na mão de psicopatas. Mas onde o remake errou, esse aqui acerta em cheio. Se o remake ia razoável até a metade e depois ficava ridículo, esse aqui não cai um minuto sequer. Desde o início até o fim o ritmo do filme é frenético. Tudo muito tenso e muito bem construído.

O elenco na minha opinião está melhor do que no remake, e a Jordana Brewster convence muito mais como mocinha do que a Jessica Biel. E a violência do filme então... se você achou que os jovens sofreram no remake, aqui eles sofrem no mínimo o dobro. Tem de tudo, desde uma série de torturas psicológicas até balaços, marretada na cabeça, braços desossados, garganta cortada a la Haute Tension, pernas decepadas e é claro, muita gente serrada ao meio como não poderia deixar de ser. Inegavelmente o filme é feio, sujo e sádico. O jovem Tommy está brutal, honrando a imagem nada boazinha do grande leatherface. Destaque também para a fotografia do filme, sempre valorizando a carga dos ambientes áridos e isolados do Texas.

Eu particularmente não gostei do remake, e para mim esse The Beginning foi um verdadeiro presente que merece sim ser lembrado como parte da franquia O Massacre da Serra-Elétrica. Como já disse, não esperem nada de novo, apenas sentem e curtam 91 minutos de pura diversão com o mestre leatherface em início de carreira. Muito bom.

Ps: E tem a clássica cena do jantar que o remake ficou devendo para os fãs...

Saturday, September 23, 2006

Violência, sexo e maníacos carniceiros na refilmagem do obscuro 2000 Maníacos


Existem filmes bons e filmes ruins. Mas também existem aqueles filmes que não são bons, nem são ruins. Então se eles não são bons nem ruins, o que eles são? Divertidos. Filmes divertidos são aqueles onde tudo pode ser terrivelmente mal produzido, desde o roteiro até as atuações, mas no final você se sente incrivelmente satisfeito. Isso porque você não encarou aquele filme com o mínimo de seriedade, apenas relaxou por alguns minutos e se deixou levar. Bem, todo esse papo é somente para dizer que é esse o caso de 2001 Maníacos, produção norte-americana do ano passado e que só deu as caras por aqui há poucos dias.

Desde que foi anunciada uma refilmagem para um filme pouco conhecido da década de sessenta, Two Thousand Maniacs (2000 Maniacs), que seria dirigida pelo novato Tim Sullivan e se chamaria 2001 Maniacs, essa passou a ser uma das produções mais esperadas do ano passado, principalmente pelo fato do filme ter anunciado um elenco encabeçado pelo ator cult Robert "Freddy Krugger" Englund e pelo fato de que parte da produção ficaria por conta do hypado Eli Roth, diretor de duas das novas pérolas do gênero, Cabin Fever e Hostel. As expectativas eram grandes, e quando o filme finalmente foi lançado, muita gente se decepcionou. Mas também muita gente gostou bastante do filme. E eu estou entre esses que gostaram bastante. A trama so filme é a seguinte.

Anderson (Jay Gillespie), Nelson (Dylan Edrington) e Cory (Matthew Carey) são três jovens universitários idiotas e arruaceiros que decidem passar as férias de verão na casa do irmão de Cory em Daytona Beach, no sul dos States. No caminho eles encontram outro grupo de jovens que estão indo para o mesmo lugar, Ricky (Brian Gross), Kat (Gina Marie Heekin) e Marla (Marla Malcom). Logo de cara rola um clima entre Anderson e Marla, e os jovens acabam combinando de se encontrar em Daytona. Porém ambos os grupos decidem pegar um desvio na estrada, e acabam chegando a uma cidadezinha de exatos 2001 habitantes que nem sequer está no mapa, o Pleasant Valley, um lugar onde todos se vestem e se comportam como pessoas do século passado. Os jovens e mais um casal de namorados motoqueiros que pegam o mesmo atalho são muito bem recebidos pelo prefeito Buckman (Robert Englund), e são convencidos a ficarem na cidade para a cerimônia de júbilo anual, onde ocorrerá um grande churrasco. A única coisa que eles não sabem é que aquela população bondosa não passa de remanescentes da Guerra Civil Americana, que vivem isolados conservando os costumes das antigas comudidades sulistas com o propósito de se vingar dos nortistas que massacraram seu povo. Acontece que os jovens são todos do norte do país, e nem imaginam que eles mesmos serão a carne do churrasco.

Basicamente, esse é o roteiro do filme. Não chega a ser um roteiro ruim, mas em grande parte é apenas desculpa para mostrar um sem-número de cenas de violência super gráficas e muito sexo, muita sacanagem. Esse mesmo roteiro ainda tenta terminar o filme com uma reviravolta surpresa, que poderia até ser surpresa, se não estivesse escrito na sinopse do DVD lançado por aqui. Erro feio da distribuidora.

O elenco é simplesmente uma vergonha. Os jovens protagonistas são todos uns bocós de carteirinha que só pensam em transar e encher a cara. Robert Englund está caricato como sempre, mas mesmo assim abrilhanta o filme com sua interpretação exageradamente trash, remetendo aos seus tempos áureos. Destaque para a participação do produtor Eli Roth, que faz uma ponta como um caronista bem azarado.

A direção do filme é horrenda, os movimentos de câmera são tosquíssimos, o roteiro é fraquíssimo, as atuações são risíveis, mas que se exploda tudo isso. O que vale mesmo são as cenas de mortes e sacanagem, que fazem do filme um espetáculo divertidíssimo. Há de tudo, desde mutilações até empalamentos, esmagamentos, decapitações e mais uma porrada de atrocidades, incluindo até mesmo cenas de violência contra animais. Outro grande destaque vai para as atrizes do filme. Com excessão de algumas velhacas, são todas umas beldades indescritíveis. É ver para crer.

Enfim galera, não vão assistir 2001 Maníacos pensando que é um filme sério, porque ele não é, e se for para analisá-lo seriamente, o filme é uma bomba desastrosa. Por isso fica aqui meu conselho: desliguem seus neurônios por 87 minutos e aproveitem uma diversão descompromissada de primeira qualidade, mulheres com os seios de fora, muito sangue e muita sacanagem. Podem confiar.

Friday, September 22, 2006

II Festival Internacional de Cinema Fantástico e Festival do Rio

Pois é galera, enquanto aqui em Recife a última mostra que aconteceu foi uma mostra de orquídeas (!!!), os nossos amigos gaúchos acabam de ganhar um presentão. É na capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, que irá acontecer o II Festival Internacional de Cinema Fantástico. Serão mais de 20 filmes a serem exibidos em 2 salas de cinema durante 6 dias (17 a 22 de outubro), além de palestras com colecionadores, críticos de cinema e especialistas no ramo, e ainda um curso de criação de roteiros. É mole ou quer mais??? Por aqui, tudo o que eu posso fazer é me lamentar por não ter dinheiro e tempo para viajar até Porto Alegre e me esbaldar durante esses 6 dias, mas fazer o que, ainda não perdi minhas esperanças de que um dia o FanTasia aconteça aqui no Recife, somente pra eu poder me gabar pro resto da minha vida...

E pra me deixar mais deprimido ainda, começou ontem mais uma edição do Festival do Rio, que irá durar 14 dias e tem em sua programação 350 filmes de 60 países. Não há muitos destaques em se tratando de horror, mas tem muita coisa boa e interessante. Além do mais, lá serão exibidos em primeira mão os novos trabalhos de vários figuras, como o mestre Brian de Palma, Martin Scorcese, Kevin Smith, Ridley Scott e o aclamado Darren Aronofsky (The Fountain!!!).

É meus amigos, a vida não pode ser justa para todos. Fico então esperando as palavras de alguns amigos que vão poder apreciar esses eventos. Se alguém que estiver lendo isso tenha frequentado algum desses eventos, comente aqui por favor, nem que seja para me fazer inveja...