Saturday, October 14, 2006

Feast: a minha mais nova obra-prima particular!


Gosto de dar uma olhada em filmes de pequenas produtoras e diretores novatos. Ultimamente tenho feito muito isso, e na grande maioria das vezes me surpreendo bastante com a qualidade das produções. Graças a essa minha curiosidade pude descobrir várias pérolas, mas nenhuma que se comparasse à genialidade de Feast, filme do ano passado mas que só começou a rolar na internet essa semana e acabo de assistir. Acabo de assistir e preciso de alguém pra recolocar meu queixo no lugar.

Feast é uma das primeiras empreitadas dos irmãos Harvey e Bob Weinstein na sua nova produtora, a Weinstein Co, depois de terem se separado da Miramax/Dimension Filmes em 2005. E detalhe: a frase no topo do cartaz parece até ser mentira, mas não é! Os famosíssimos Mat Dammon, Ben Affleck, Wes Craven e Chris Moore realmente fizeram parte da produção executiva do filme. Nada popular esse time, hein?

Feast já começa mostrando que o diretor John Gulager sabe o que faz. Numa tomada fantástica, acompanhamos algumas pessoas em um bar de um posto de gasolina no meio de um deserto. A câmera vai então em sequência selecionando os protagonistas e os apresentando ao espectador, congelando seus rostos um por um e exibindo uma pequena fichinha com dados como nome, ocupação e expectativa de vida, o que rende algumas ótimas frases já no início do longa.

Feito isso, o grupo de 13 pessoas está se divertindo, outros trabalhando, até que de repente um rapaz sujo de sangue entra no bar como um trovão, empunhando uma espingarda. Ele é Hero, havia acabado de sofrer um acidente de carro com sua esposa Heroine e avisa que em alguns segundos um verdadeiro inferno irá cair sobre aquele lugar. Como ninguém entende nada, o rapaz mostra algo que vinha segurando em uma das mãos: é a cabeça de um ser monstruoso, e segundo Hero mais quatro daquelas criaturas estão lá fora. Ainda sem entender nada, o grupo começa a bloquear todas as entradas, até que Hero se descuida e é puxado para fora por um dos monstros. Entra em cena Heroine, que conseguiu sobreviver ao acidente e ao ver o marido morto e motivada pela esperança de ver sua filhinha novamente, encoraja todos a lutarem contra a ameaça desconhecida. Encurralados pelas criaturas, começa então uma luta pela sobrevivência.

Roteiro simples, direção magnífica, câmera frenética, fotografia avassaladora, personagens magníficos e muitos, muitos litros de sangue falso fazem de Feast um dos melhores filmes de horror da safra atual com louvor. Me arrisco até a dizer que Feast é o filme mais divertido de 2005, superando até mesmo o maravilhoso Evil Aliens (aguardem, possível resenha aqui no SeT);

Feast é um espetáculo sem frescuras de muito sangue, muito gore, e muita escatologia. Não é exagero, o filme não poupa nada e ninguém. Desde criancinhas inocentes até velhinhos, todos são tratados igualmente e rodam na mão dos vilões igualmente, nada da baboseira politicamente correta hollywoodiana onde nem mesmo moscas podem morrer. A cena do primeiro ataque dos monstros ao bar, diga-se de passagem, com certeza vai ficar na cabeça de quem assistir o filme por um bom tempo como uma das cenas mais legais e bem montadas ultimamente.

Se me lembro bem acho que a última vez em que vi um filme recente e que fosse tão sangrento foi no já citado Evil Aliens. Aliás, não pude deixar de perceber várias semelhanças entre esses dois filmes, como o grande nível de humor e a presença de vilões super fodões e personagens metidos a heróis e heroínas no melhor estilo Evil Dead.

As personagens são um espetáculo a parte.
O diretor John Gulager consegue mexer com figuras super estranhas, outras carismáticas, outras agressivas, mas cada um com suas particularidades e trejeitos como ninguém, e impõe ao filme um clima onde 90% é proporcionado pelas suas personagens. E desde o gordo idiota que é infectado por uma gosma verde e vai apodrecendo aos poucos até a heroína gostosinha, todas as personagens conseguem a simpatia do espectador. Outro destaque vai para as criaturas do filme. Nada de CGI e computação gráfica, todas pessoas fantasiadas, os monstros são sem sombra de dúvida um dos melhores trabalhos do cinema atual em termos de caracterização. É ver para crer.

Feast acaba de virar a minha mais nova obra-prima particular. Espetacular, genial, brilhante, sangrento e divertidíssimo, Filmaço com F maiúsculo, item obrigatório para se ter com a maravilhosa capinha original na coleção e ver e rever.

Ah, e anotem o nome do John Gulager, que em seu primeiro filme já quebra tudo e mostra que não é de brincadeira. Esse cara promete.

Friday, October 13, 2006

Plane Dead trailer (2006)

Depois de Snakes On A Train (!!!), taí Plane Dead, mais uma produção que chegou pra pegar carona no sucesso de Serpentes a Bordo. Zumbis em um avião. E você achava que já havia visto de tudo, hein... Clássico trash à vista? Bem capaz. Vamos ver no que dá, pelo menos não se chama Zombies On A Plane e parece ser divertidíssimo...

A história da sexta-feira 13


Como todo mundo deve ter percebido, estamos no dia 13 de outubro de 2006, sexta-feira. Ou seja, mais uma sexta-feira 13. Essa data é sempre muito comentada, e já virou até mesmo tema de produções cinematográficas. Mas de onde será que veio essa lenda de que toda sexta-feira 13 é maldita?

Essa crendice de azar na sexta-feira que cai num dia 13 é a mais popular entre os cristãos. Explica-se: Jesus Cristo foi crucificado numa sexta-feira e, na sua última ceia, haviam 13 pessoas à mesa.


Antes disso, porém, existem versões que provêm de duas lendas da mitologia nórdica. Na primeira delas, conta-se que houve um banquete e 12 deuses foram convidados. Loki, espírito do mal e da discórdia, apareceu sem ser chamado e armou uma briga que terminou com a morte de Balder, o favorito dos deuses. Daí veio a crendice de que convidar 13 pessoas para um jantar era desgraça na certa.

Segundo outra história, a deusa do amor e da beleza era Friga (que deu origem a
friadagr, sexta-feira). Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, Friga foi transformada em bruxa. Como vingança, ela passou a se reunir todas as sextas com outras 11 bruxas e o demônio. Os 13 ficavam rogando pragas aos humanos.

Há também suspeitas de que a crença venha de uma rixa entre o rei francês Filipe, o Belo, e a Ordem dos Templários. No século 14, o monarca decidiu cobrar impostos da Igreja Católico. O papa Bonifácio VIII ficou indignado e o excomungou. Filipe tentou, então, entrar para a Ordem dos Templários. Assim, se reaproximaria novamente da Igreja. Mas não foi aceito. Por vingança, ordenou a prisão e tortura de 5 mil cavaleiros. Isto ocorreu em 13 de outubro de 1307.

Thursday, October 12, 2006

Grind House (2007) Trailer


wooooooooooooooooooooow...

é somente o que eu posso dizer depois de assistir o primeiro trailer do super falado Grind House, projeto de parceria entre os ilustríssimos senhores Quentin Tarantino e Robert Rodriguez. Serão dois longas em um filme só, cada um dirigido por um dos caras. Danny Trejo detonando zumbis ao lado do mago Tom Savini, Kurt Russel na pele de um psicopata doente e a Rose McGowan apavorando com sua super perna metralhadora M-16... acho que amanhã já sento na porta do cinema e garanto minha vaga pra abril de 2007...

Wednesday, October 11, 2006

Leatherface em início de carreira no novo O Massacre da Serra Elétrica: O Início


No ano de 1939, uma moça tem um bebê em um açougue clandestino. Seu chefe a deixa morrer na hora do parto e joga o bebê numa lata de lixo, e ele é resgatado por uma velhinha demente que vive em um casarão no meio do nada. Batizado de Tommy, o garoto possui uma rara doença de pele e a cada ano que se passa revela um instinto cada vez mais violento. Mais tarde ele ficaria conhecido como Leatherface.

Eric e Dean são dois irmãos que decidem viajar até o México com suas namoradas Chrissie e Bailey antes de irem servir na guerra do vietnam. No meio da estrada eles são atacados por uma motoqueira maluca armada com uma shotgun, e quando Eric tenta revidar, capota com o carro. Quando a motoqueira está prestes a fazer deus sabe o que com os jovens, o xerife Hoyt aparece e detona a moça com um balaço. Mas Hoyt não é xerife, e sim um doente que matou o verdadeiro xerife e vem cometendo crimes junto com seu irmão Tommy para se alimentar e alimentar seus pais. Os jovens, com excessão de Chrissie que foi jogada fora do carro no acidente, são sequestrados e levados para a mansão da família para uma sessão de torturas, insanidades e finalmente serem abatidos por Tommy.

Esqueçam a besteira que foi o remake de O Massacre da Serra-Elétrica e assistam agora mesmo o The Beginning. Com excessão de mostrar as origens da família de canibais, o filme não tem nada de novo: o que se vê é mais uma vez uma porção de jovens bonitinhos rodando na mão de psicopatas. Mas onde o remake errou, esse aqui acerta em cheio. Se o remake ia razoável até a metade e depois ficava ridículo, esse aqui não cai um minuto sequer. Desde o início até o fim o ritmo do filme é frenético. Tudo muito tenso e muito bem construído.

O elenco na minha opinião está melhor do que no remake, e a Jordana Brewster convence muito mais como mocinha do que a Jessica Biel. E a violência do filme então... se você achou que os jovens sofreram no remake, aqui eles sofrem no mínimo o dobro. Tem de tudo, desde uma série de torturas psicológicas até balaços, marretada na cabeça, braços desossados, garganta cortada a la Haute Tension, pernas decepadas e é claro, muita gente serrada ao meio como não poderia deixar de ser. Inegavelmente o filme é feio, sujo e sádico. O jovem Tommy está brutal, honrando a imagem nada boazinha do grande leatherface. Destaque também para a fotografia do filme, sempre valorizando a carga dos ambientes áridos e isolados do Texas.

Eu particularmente não gostei do remake, e para mim esse The Beginning foi um verdadeiro presente que merece sim ser lembrado como parte da franquia O Massacre da Serra-Elétrica. Como já disse, não esperem nada de novo, apenas sentem e curtam 91 minutos de pura diversão com o mestre leatherface em início de carreira. Muito bom.

Ps: E tem a clássica cena do jantar que o remake ficou devendo para os fãs...