Tuesday, June 27, 2006

Mario Bava, o pai do cinema de horror italiano

Bava, o mestre incontestável

O diretor italiano Mario Bava nasceu em 31 de julho 1914, na Liguria. Seu pai, Eugenio Bava, já trabalhava com cinema desde os primeiros dias da indústria filmográfica italiana. Desde cedo Bava foi treinado na direção de arte, e quando eventualmente seguiu a carreira de seu pai seu lado artístico o fez perceber a importância da composição visual em uma película.

Bava trabalhou como diretor de fotografia até 1960, quando já tinha a reputação de gênio dos efeitos especiais e já mostrava a habilidade em usar certas artimanhas para obter sucesso. Entre os diretores para os quais Bava teve a felicidade de trabalhar estão Paolo Heusch, Riccardo Freda, Jacques Tourneur e Raoul Walsh. Enquanto trabalhava com Freda em I Vampiri, em 1956, o diretor abandonou a produção e parecia que o filme ficaria inacabado. Bava aproveitou a oportunidade e ofereceu-se para finalizar o projeto, foi aceito e terminou o filme dentro do prazo. Este filme, também conhecido como The Devil's Commandment, inspirou uma onda de filmes de atmosfera gótica produzidos na Itália. Algum tempo depois um incidente parecido aconteceu com outro filme de Freda, e Bava foi creditado por finalizar Tourneur's Giant of Marathon (1959). Com isso, a produtora Galatea deu livre arbítrio para que Bava produzisse o filme que quisesse, tudo por conta deles. O filme que surgiu foi The Mask of Satan, aka Black Sunday, lançado por aqui como A Máscara de Satã, que é umas das melhores e mais conhecidas produções do Mario. Este filme virou referência no gênero e alavancou a carreira no mundo do horror da atriz Barbara Steele.

Enquanto A Máscara de Satã era um filme em preto e branco, foi nas produções coloridas que Bava chegou à excelência. A partir daí as produções de Bava passaram a ser mais que filmes, eram shows de fotografia atordoante, uso da luz forte de raios e relâmpagos, e posicionamento extremamente calculado das câmeras, que procuravam frizar sempre os sentimentos por trás das interpretações dos atores.

Através de trabalhos como Hercules in the Haunted World (1961), The Whip and the Body (1963), e Planet of the Vampires (1965), as produções de Bava ganharam a fama de obras de arte. Com os filmes The Evil Eye (1963) e Blood and Black Lace (1964), Bava criou o estilo e a essência dos giallos, gênero que foi aperfeiçoado e largamente propagado com as posteriores produções do grande Dario Argento.

Bava também trabalhou com outros filmes de gêneros bastante populares, como filmes de viking, spaghetti westerns, filmes de ação e até mesmo softcores, mas foi pelos seus filmes de horror e giallos que ele destacou-se e é lembrado até hoje. O filho de Bava, Lamberto Bava, veio trabalhando como assistente do pai desde 1965, e a partir de 1980 passou a dirigir seus próprios trabalhos. Felizmente o filho puxou ao pai, criando pérolas como Demons (1985) e Body Puzzle (1991).

Mario Bava faleceu de um ataque do coração no dia 27 de abril de 1980, na capital italiana Roma.

CURIOSIDADES

Suas marcas registradas são o zoom nos rostos apavorados dos atores nas cenas de suspense e as cenas filmadas em aviões para finalizar seus filmes, como em The Girl Who Knew Too Mutch (1963), Baron Blood (1972), Lisa and the Devil (1974) e Shock (1977).

Assinou alguns filmes com seus pseudônimos: John Foam, Marie Foam, John Hold, Mickey Lion e John M. Old.

Tornou-se diretor de fotografia em 1939.

Pai do diretor Lamberto Bava.

Filho de Eugenia Bava.

FILMOGRAFIA COMO DIRETOR


Venere di Ille, La (1979) (TV)
Schock (1977)
Cani arrabbiati (1974)
Casa dell'esorcismo, La (1973) (as Mickey Lion)
Quante volte... quella notte (1972)
Orrori del castello di Norimberga, Gli (1972)
Reazione a catena (1971)
Roy Colt e Winchester Jack (1970)
Rosso segno della follia, Il (1970)
5 bambole per la luna d'agosto (1970)
"Odissea, L'" (1968) (mini)
Diabolik (1968)
Spie vengono dal semifreddo (1966)
Operazione paura (1966)
Coltelli del vendicatore, I (1966)
Ringo del Nebraska (1966)
Terrore nello spazio (1965)
Strada per Fort Alamo, La (1964)
Sei donne per l'assassino (1964)
Frusta e il corpo, La (1963)
Tre volti della paura, I (1963)
Ragazza che sapeva troppo, La (1963)
Invasori, Gli (1961)
Ercole al centro della terra (1961)
Meraviglie di Aladino, Le (1961)
Ultimo dei Vikinghi, L' (1961)
Esther and the King (1960)
Maschera del demonio, La (1960)
Battaglia di Maratona, La (1959)
Caltiki - il mostro immortale (1959)
Vampiri, I (1956)
Ulisse (1955)
Variazioni sinfoniche (1949)
Anfiteatro Flavio (1947)
Legenda Sinfonica (1947)
Santa notte (1947)
Orecchio, L' (1946)

Monday, June 26, 2006

Dica de livro

A Outra Face de Hollywood: Filme B, A



de A. C. Gomes de Mattos

Em A Outra Face de Hollywood: Filme B, o leitor encontra um bem resumido histórico do crescimento da indústria cinematográfica norte-americana, da formação de suas grandes produtoras e do surgimento, nas brechas desse sistema, do filme B, com suas produções baratas voltadas para o consumo imediato. Ao catalogar o gênero, A. C. Gomes de Mattos dá destaque aos seriados, séries, westerns, ficções científicas e filmes de cunho explicitamente sensacionalista (os chamados filmes de exploração). Além de oferecer contextos históricos, sociológicos e econômicos do cinema norte-americano, A outra face de Hollywood: filme B possui uma filmografia de 160 títulos selecionados pelo autor. A filmografia contém sinopse e ficha técnica completas. Ali o leitor poderá também apreciar a criatividade dos tituladores brasileiros, que criaram pérolas como Satã Passeia à Noite para So Dark the Night, ou Quem Ama Não teme, para Never Fear. Como bem escreveu o crítico Andrew Harris, citado na abertura do livro, uma das formas mais interessantes de se apreciar o filme B é como um caçador de tesouros. O livro de A. C. Gomes de Mattos é o mapa dessa mina.

Um dos melhores livros que li ultimamente, vale muito a pena procurar. Para quem se interessou e tiver dificuldade em achar o livro nas livrarias, como eu, uma boa pedida é comprar no site Submarino, que está com um preço até razoável de 28 reais...

Sunday, June 25, 2006

Universal e Hammer Films: As pioneiras

Os diretores do expressionismo alemão inflenciaram figuraças como Tod Browning, James Whale e Rowland V. Lee, todos diretores da Universal, que abusaram dos contrastes de luz e sombra em quase todas as suas obras.
Drácula (1931) foi o primeiro filme de horror produzido pela Universal. Vagamente inspirado no livro de Bram Stoker, era mais uma adaptação da peça de teatro homônima estrelada por Hamilton Deane na década de 20, do que uma transposição do romance para as telas. No cinema, o vampiro foi interpretado pelo húngaro Bela Lugosi. O êxito do filme levou o estúdio a fazer outras produções do gênero como Frankenstein (1931), estrelado por Boris Karloff que assumiu o papel do monstro após Bela Lugosi tê-lo recusado por considerá-lo "desprovido de charme". Assim como Drácula, Frankenstein baseou-se em uma montagem teatral inspirada no romance. A trama, portanto, não correspondia exatamente à do livro e o estudante de medicina Victor Frankenstein foi substituído pelo Barão Frankenstein. Assim a Universal substituiu Lon Chaney - que morrera no fim do século no fim dos anos 20 - com dois novos titãs do do horror. Karloff tornou-se uma estrela e em seguida estrelou A Múmia, de Karl Feund, e se transformou em Imhotep, que volta à vida em busca de um amor passado. Assim, as bases estavam lançadas e surgiram outros sucessos como O Homem Invisível (1933) e A Noiva de Frankenstein (1935) - considerado o melhor de todos os filmes da Universal.
Com o declínio das produções da Universal, já nos anos 40, o gênero entrou em crise. Filmes baratos, pretensamente "inspirados" nos clássicos do estúdio, surgiram aos montes. O próprio Bela Lugosi aceitou estrelar versões ordinárias dos primeiros filmes de Drácula para companhias rivais. Pior foi na década de 50, quando os monstros foram substituídos por aliens e outros personagens da ficção.
O período de decadência acabou quando a produtora Hammer Films começou a se aventurar e produzir bons remakes dos velhos clássicos com Lugosi e Karloff. O estúdio adotou uma nova estética e se inspirou na Inglaterra Vitoriana para criar ainda mais medo. O visual dos filmes da Hammer foi definido por Terence Fisher já nos dois primeiros longas: A Maldição de Frankenstein e O Vampiro da Noite. O primeiro trazia Peter Cushing como o Barão e Christopher Lee era a criatura. A maquiagem não era tão boa quanto a de Karloff, mas o longa cativou por agregar sensualidade e uma dose de violência gráfica. O Frankenstein da Hammer também propunha uma revisão do caráter do cientista - agora, retratado como o verdadeiro vilão da história. Além disso, as fitas eram coloridas, o que permitia ao espectador ver a cor do sangue.
A Maldição de Frankenstein (1957) caiu nas malhas da censura inglesa, que realizou cortes no filme, mas fez dinheiro suficiente para encorajar a Hammer a realizar outro remake: Drácula. Christopher Lee assumiu o papel do vampirão em O Vampiro da Noite (1958), conferindo à personagem uma personalidade lacônica, sexy e assustadora. Com o êxito dos dois primeiros projetos, vieram mais refilmagens como O Soro Maldito, Drácula - O Príncipe das Trevas e O Horror de Frankenstein, lançados nas décadas de 60 e 70. A estética gótica foi mantida por Freddie Francis e Roy Ward Baker, o que fe com que a Hammer crescesse muito. Lee e Cushing também se transformaram em dois astros dos filmes de terror assim como Lugosi e Karloff.
Nem todos os críticos apreciavam o estilo sangüinolento da produtora que mostrava tudo o que não podia ser mostrado na década de 30 pela Universal. Isso transformava a Hammer no alvo preferido dos censores.
Apesar disso, os filmes tinham autêntico potencial artístico: a ambientação gótica - em oposição à modernidade das fitas da Universal, passadas no início do século XX - por exemplo, as tornam adaptações mais fieis à estética dos livros de Shelley e Stoker. Cineastas como Terence Fisher e Freddie Francis resgataram elementos importantes dos textos originais, sumariamente ignorados pela Universal - como a exarcebada sensualidade de Drácula e a imoralidade repugnante das experiências de Frankenstein. Ainda que sensacionalistas, os filmes da Hammer eram indiscutivelmente adultos.
Com o renascimento do filão, outro produtor independente - Roger Corman - seguiu os passos da Hammer e rodou, na década de 60, adaptações baratas dos contos do escritor Edgar Allan Poe - a maioria, estrelada por Vincent Price. Dessa leva temos Muralhas do Pavor (1962), O Corvo (1963) e A Máscara da Morte Rubra (1964). Uma década depois, a fonte da Hammer também secara e surgiram produções ruins como o vampirismo degradado de Blácula (1973) ou Carne Para Frankenstein (1974).
O Drácula da produtora Universal, dirigido por Todd Browning

Drácula - O Vampiro da Noite, de Terence Fisher

Drácula - O Príncipe das Trevas

O Frankenstein da Universal

A Noiva de Frankenstein

A Maldição de Frankenstein

O tosquérrimo vampiro Brácula

Todd Browning, grande diretor da produtora Universal, e seus "freaks"

Terence Fisher, o maestro da produtora Hammer

O ator Vincent Price

Peter Cushing

Boris Karloff, o eterno Frankenstein


Lon Chaney

Expressionismo alemão, o berço do horror...

O homem sente medo desde que apareceu na Terra e vem falando sobre o assunto de várias maneiras. O cinema foi o meio que deu mais certo até agora. Já no fim do século XIX, pioneiros como George Mélies e alguns cineastas do expressionismo alemão adotaram o recurso da fusão de imagens para criar um universo difuso e enigmático, o qual rechearam com criaturas espectrais. Essa atmosfera inusitada assegurou o sucesso de obras como Nosferatu, O Golem e O Gabinete do Dr. Caligari, berços da produção de horror atual.
Cena de Nosferatu, de F. W. Murnau

O Golem, de Carl Boese e Paul Weneger


O Gabinete do Dr. Caligari, de Robert Wiene

Saturday, June 24, 2006

Pra começar, alguns conceitos básicos...

Bem, galera, como vocês sabem acabei de construir esse blog e pensando um pouco, considerei necessário fazer uma pequena enumeração de expressões e seus conceitos. Estas expressões que escreverei aqui serão frequentemente usadas por mim em minhas postagens, portanto para aqueles que não têm muito conhecimento nessa área não ficarem perdidos ao lerem meus textos, irei fazer uma breve lista. Aqui vai:
GIALLO:
O giallo é um estilo de filme que teve seu apogeu entre os anos 70 e fim dos 80, onde foram produzidos centenas de filmes com o tema. Até hoje sobrevive principalmente nas mãos do diretor italiano Dario Argento. A palavra giallo é amarelo em italiano. Existem livros policiais de mistério na Itália que tinham a capa amarela. Quando começaram a produzir filmes sobre assassinos em séries sendo perseguidos por espertos detetives, a associação com os livros foi inevitável, nascia então um novo estilo na cinematografia italiana, chamado “Giallo”. A maioria dos “giallos” são parecidos, sempre existe um assassino em série (que geralmente é mostrado somente no final, durante a projeção vemos apenas suas mãos vestidas com luvas pretas de couro), um detetive que está na cola desse assassino e mortes chocantes, principalmente de mulheres (sempre com cenas de perseguição antes do ato). O giallo foi muito importante para o gênero do terror. A maioria dos diretores italianos teve sua estréia cinematográfica com giallos, produzindo filmes magníficos que sempre exageravam no sangue. Foi tão popular em sua época que chegou a originar o termo "slasher", tão comum nos filmes de terror dos anos 80 e 90, mas sem o mesmo charme e violência.
SLASHER MOVIE:

O slasher movie é um sub-gênero do horror. Geralmente, o enredo destes filmes trata de assassinos psicóticos que perseguem e matam de diversas formas adolescentes ou adultos jovens que estão fora da supervisão de adultos. Os slasher movies quase sempre ganham pelo menos duas sequências, que vão decaindo progressivamente em qualidade e no interesse dos fãs. Os exemplos mais conhecidos deste gênero são as séries Sexta-Feira 13, Pânico e Halloween.
EXPLOITATION:
Os exploitations são filmes produzidos com pouca ou nenhuma preocupação em termos de qualidade ou de mérito artístico, mas tendo em vista, outrossim, um lucro rápido, habitualmente através de uma grande pressão nas vendas e de técnicas de promoção baseadas na enfatização de um qualquer aspecto sensacionalista dos mesmos, geralmente temas relacionados a sexo e violência gráfica e extrema.
RAPE-AND-REVENGE:
Rape-and-Revenge é uma expressão em inglês que traduzida ao pé-da-letra significa Estupro e Vingança. Justamente, os filmes rape-and-revenge focalizam garotas ou mulheres que são estupradas geralmente por marginais, e depois partem para a vingança. Esta vingança pode ser efetuada por elas mesmas, ou caso não sobrevivam ao atentado, por familiares ou amigos. Um dos maiores exponentes deste gênero, senão o maior, é o filme A Vingança de Jennifer.
TRASH MOVIE:
A palavra trash, traduzida ao pé-da-letra, significa lixo, e é justamente isso que os trash movies são. Os trash movies são geralmente filmes amadores, idealizados e produzidos com pouquíssimos recursos financeiros e sem qualquer compromisso com patrocinadores. Consequentemente, os trash movies são filmes muito ruins, mas não por isso deixam de ser divertidos. Pelo contrário, ver a equipe de produção tentando driblar a falta de recursos é sempre muito engraçado.
SNUFF MOVIE:
Os snuff movies são filmes que possuem cenas de morte ou tortura vendidas como verdadeiras, o que não passa de uma jogada de marketing, já que sempre descobre-se que tais cenas são forjadas. Até hoje nenhum snuff real foi comercializado, virando uma espécie de lenda urbana, pois todos os filmes comerciais que levaram a fama na verdade eram falsos, mas não é por isso que não existam.
GORE:
Existe um gênero dentro do universo do terror que, por até mesmo falta de conhecimento, é confundido com cinema de má qualidade. Esse gênero é o gore, um termo utilizado para representar filmes onde a escatologia é exagerada, com cenas de sangue em excesso, órgãos expostos e outras nojeiras. Em geral, esse tipo de filme atrai muitas pessoas aos cinemas pelo conteúdo chocante, liberando um certo prazer mórbido, mas muitos os vêem como um cinema liberal, inventivo e com muita qualidade.
WESTERN:
O chamado cinema western, também popularizado sob os termos "filmes de cowboys" ou "filmes de faroeste", compõe um género clássico do cinema norte-americano. O termo inglês Western significa "ocidental" e refere-se à fronteira do Oeste norte-americano durante a colonização. Esta região era também chamada de far west - e é daqui que provém o termo usado no Brasil, faroeste. Os westerns podem ser quaisquer formas de arte que representem, de forma romanceada, acontecimentos desta época e região. O tipo de personagem mais comum deste género fílmico é o do cowboy solitário (rigorosamente, nem os deveríamos chamar de cowboys porque nem sempre são criadores de gado, sendo frequentemente pistoleiros, aventureiros, jogadores, xerifes, garimpeiros ou, simplesmente, vadios) que vagueia de cidade para cidade, possuindo apenas a roupa que traz no corpo, um revólver e um cavalo. Exemplos clássicos desse gênero são os filmes Meu Ódio Será Tua Herança e O Cavaleiro Solitário.
SPAGHETTI WESTERN:
Denominação que se dá aos filmes do gênero western realizados na Itália, geralmente estes westerns possuem mais violência gráfica do que os westerns norte-americanos. Alguns exemplos deste gênero são os filmes da Trilogia dos Dólares (For a Fistfull of Dollars, For a Few Dollars More e The Good, the Bad and the Ugly), do diretor Sergio Leone.
FILMES B:
Os filmes B eram filmes de baixo orçamento, exibidos na segunda parte de uma seção dupla.
Enquanto os filmes A eram grandes produções que dependiam das receitas de bilheteira, os filmes B eram produtos baratos exibidos com base numa taxa fixa. À medida que os grandes estúdios foram perdendo interesse na produção de filmes B, iam surgindo empresas que se especializaram neste tipo de produção. Para compensar os baixos lucros, as empresas apostavam na quantidade de filmes produzidos, que geralmente se reduziam a géneros e formulas habituais, como o western, melodramas, terror ou ficção cientifica.
Muito embora os filmes B não merecessem a atenção dos críticos, muitos realizadores e atores começaram as suas carreiras em filmes de baixo orçamento e conseguiram produzir alguns clássicos. Um dos nomes mais conhecidos é o de Roger Corman, que produziu e realizou filmes como Machine Gun Kelly, The Cry Baby Killer, a série de filmes de terror baseados nas obras de Edgar Allan Poe, entre muitos outros, e a ele se deve a revelação de nomes como Francis Ford Copolla, Jack Nicholson, Peter Fonda e Peter Bogdanovich.
AKA:
Sigla para Also Known As, ou seja, Também Conhecido(a) Como.
É, pessoas, com isso aí já dá pra entender melhor alguns aspectos do complexo mundo do cinema hehehehehehehe até mais...

Nasce um monstro!!!

Nasce o SUSPIROS E TROVÕES!!!

Olá meninos e meninas, senhoras e senhores. Meu nome é Victor Santos (vitinho para os mais íntimos), tenho 14 anos e moro em Recife, Pernambuco. É com enorme prazer e alegria que vos apresento o Suspiros e Trovões, meu blog dedicado às maravilhas e obscuridades da 7ª Arte!
Não será nada muito científico ou sério, estou aqui apenas para dividir com vocês a minha paixão pelo cinema, desde o expressionismo alemão e os saudosos filmes de horror da produtora Hammer, passando pelos maravilhosos slashers das décadas de 70 e 80, exploitations e filmes de canibais italianos, a onda dos zumbis iniciada pela trilogia dos mortos do saudoso George Romero, produções picaretas ambientadas em cenários pós-apocalípticos, westerns americanos e spaghetti westerns, cinema asiático e muitas outras faces do cinema que se eu fosse enumerá-las não caberiam aqui. Farei deste o meu espaço para postar críticas, biografias, imagens, vídeos, links e muito mais, tudo relacionado às obras e novidades do mundo do cinema, em especial o de horror.
Que essa jornada seja satisfatória e duradoura!!! LET'S BEGIN THE PARTY!!!