O filme de humanos x monstros em uma caverna definitivo!!!

Esqueça bobagens como A Caverna, A Caverna do Medo e derivados. The Descent é o filme de humanos x monstros em uma caverna DEFINITIVO! Estou falando de um dos filmes mais assustadores que eu já vi na vida, daqueles que te deixam na ponta da poltrona sem puder se mexer, e até agora minha espinha continua gelada...
Sarah (Shauna MacDonald) é um verdadeiro símbolo da independência feminina. Ela e suas amigas Juno (Natalie Mendoza), Beth (Alex Reid), Rebecca (Saskia Mulder), Sam (MyAnna Buring) e Holly (Nora-Jane Noone) vivem praticando esportes radicais e experimentando outros tipos de aventura.
Certo dia, após cruzar um rio à bordo de um bote, Sarah, seu marido Paul (Oliver Milburn) e sua filha Jessica (Molly Kayll) sofrem um acidente de carro, numa cena simplesmente fantástica. No acidente somente Sarah sobrevive, enquanto que seu marido e sua filha morrem instantaneamente.
Algum tempo depois, para tentar apagar o trauma vivido por Sarah, Juno organiza uma expedição às cavernas Boreham, nas montanhas Apalaches, nos Estados Unidos. Todo o grupo então se reúne em um chalé nas montanhas e até aí tudo bem, tudo certo, muito feminismo, conversas sobre sexo, namorados e por aí vai, pois o diretor faz questão de mostrar que elas não deixam de ser mulheres e faz a partir disso uma crítica implícita ao universo das feministas.
É quando elas chegam na tal caverna, que é na verdade uma enorme fenda no chão, que as coisas começam a esquentar. Nos primeiros minutos de caminhada tudo corre muito bem, sem maiores preocupações. Mas, confiando em Juno, todas se precipitam por uma passagem errada e parte da caverna desmorona, bloqueando a entrada. Desesperadas, Juno acredita que deve existir outra saída em algum lugar, e elas então partem por uma jornada pelos túneis escuros e estreitos da caverna, a 3 km abaixo da terra.
Depois de algum tempo de caminhada, Holly, a mais afoita do grupo, percebe uma forte luz mais à frente. Repleta de esperanças por acreditar que é a luz do dia, ela corre freneticamente em direção ao brilho. Acontece que o brilho é proveniente do mercúrio das rochas, e Holly cai em um fosso no chão, quebrando a perna em uma fratura exposta.
Enquanto todas ajudam a cuidar do grave ferimento de Holly, Sarah se afasta do grupo e volta dizendo ter visto um homem. Ela realmente viu um ser cadavérico de mexer na escuridão, mas ninguém acredita na moça e elas continuam em frente.
E é aí que começa a pauleira. Quando as garotas chegam a um ambiente super escuro repleto de ossos de animais, Sarah pega a câmera filmadora e começa a filmar tudo aquilo. De repente, quando foca a câmera em Rebecca, vê um ser monstruoso atrás da moça. O tal ser é um daqueles que ela disse ter visto antes. Ele se joga em Holly que, sem poder correr, tem o pescoço dilacerado pelo monstro.
A partir daí é uma correria só, com as moças sendo caçadas pelos monstros em um ambiente cada vez mais claustrofóbico e o desespero de todas aumentando a cada minuto, até o ponto em que elas não poderão mais fugir e terão que enfrentar os seus inimigos cara-a-cara.
O filme é um espetáculo de sustos e muito gore. As mortes são todas muito gráficas e o sangue é usado em excesso, com direito a fraturas expostas, pescoços quebrados, facadas, pescoços e barrigas dilacerados a mordidas, crânios fraturados, olhos furados a dedo, golpes de pequenas picaretas, cabeças esmagadas, poços de sangue e muito, muito mais, tudo gratuito até demais. É ver para crer.
Mas o filme não se apoia apenas no excesso de cenas gráficas. O diretor Neil Marshal golpeia o espectador com fantásticas cenas de susto a cada minuto, e todas, todas mesmo, muito eficazes. Chega uma hora em que você passa a ter mais medo dos sustos que sabe que vai levar do que das próprias criaturas que aparecem na tela.
E são essas criaturas a grande atração do filme. Num trabalho de maquiagem excepcional, os seres me fizeram lembrar bastante de duas figuras de outros filme: em sua aparência, do monstro freak de Plataforma do Medo, e em seu jeito de se locomover, o Golum, de Senhor dos Aneis. Os bichos são realmente feios ao extremo, é ver pra saber do que eu estou falando. Eles não enxergam e caçam pelo som de suas presas, e essa característica rende algumas das melhores cenas do filme.
Outro mérito do diretor foi reservar um bom tempo do filme para nos apresentar suas personagens, uma por uma. Assim, conhecendo-as, o expectador fica ainda mais apreensivo pelo destino daquelas moças, que, diga-se de passagem, não é nada bonito.
O diretor Neil Marshal veio do seu sensacional début Cães de Caça, e já nesse segundo filme o cara mostra que é um gênio, que sabe muito bem o que faz e que sabe fazer isso muito bem. Como já era de se esperar, The Descent guarda alguns certas semelhanças com Dog Soldiers. Aqui, as personagens são todas mulheres. Lá, eram todas homens. Nas duas produções, as personagens se viam confinadas em um ambiente totalmente hostil, e precisavam enfrentar os seus inimigos se quisessem sobreviver. Mas as semelhanças param por aí, e eu prefiro o The Descent pelo clima muito mais pesado, já que em Dog Soldiers haviam alguns momentos mais leves e de descontração. Aqui não, é tudo muito frio e cruel, não deixando o espectador relaxar nem por um segundo sequer.
Para quem não quiser recorrer à internet para baixar essa pérola, resta esperar até o dia 7 de setembro, quando a Califórnia Filmes irá lançá-lo nos cinemas. Sem dúvida alguma uma boa pedida pra quem quiser embarcar em um pesadelo de 98 minutos, The Descent é assustador ao extremo. Um dos melhores filme que já tive o prazer de assistir, fantástico, arrepiante, crítico e criativo. Perfeito.


2 Comments:
hum...esse filme deve ser massa msmo neh???
vou ver se um dia desses eu assisto.
Tah massinha teu blog,tah amor??
bjão!!!
Onde vc viu esse filme? Vc baixou? Onde? :)
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