Eles...

E lá vamos nós para mais um filme francês! Nada mais justo, já que, como disse na resenha de Calvaire, é da França que está vindo um grande número de produções super inspiradas de diretores super talentosos e competentes. Rasgações de seda à parte, me sinto na obrigação de usar um velho clichê dos críticos de cinema: Parem tudo o que vocês estiverem fazendo nesse momento e dêem um jeito de assistir Ils (2006), produção francesa que com certeza figura entre os melhores filmes deste ano.
Ils começa com uma mulher e sua filha adolescente dentro de um carro em uma estrada escura e deserta. Enquanto as duas discutem sobre a suposta rebeldia da garota, a mãe assusta-se ao ver um vulto no meio da estrada e perde o controle do veículo, que acaba se chocando com um poste. Ela desce do carro para verificar o motor, e sem mais nem menos, some. Sua filha, desesperada, se tranca dentro do carro, mas repentinamente acaba sendo enforcada por um ser misterioso que estava escondido no banco de trás. Corta então para os créditos de abertura.
Lucas (Michaël Cohen) e Clementine (Olivia Bonamy) são um casal que vive uma vidinha pacata em um casarão isolado na cidade de Bucareste, capital da Romênia. Ele ganha a vida como escritor, enquanto ela leciona em uma escola primária da cidade. Certa noite, enquanto dormem, Clementine escuta um estranho barulho no andar de baixo da casa e acorda Lucas para que eles verifiquem o que está acontecendo. Para a surpresa do casal, eles se deparam com alguém roubando o carro de Clementine. Lucas até tenta recuperar o veículo, mas não tem sorte. Enquanto ligam para a polícia para noticiar o roubo, as luzes da casa apagam-se misteriosamente, e o casal passa a ser acuado por luzes de lanternas que vêm do lado de fora da casa e denunciam a chegada de estranhos. Aparentemente eles querem mais do que o carro de Clementine. Tem início então uma jornada alucinante onde Lucas e Clementine terão que lutar por suas vidas ao mesmo tempo em que tentam descobrir o que essas pessoas misteriosas querem deles.
Baseado em fatos reais, Ils é a versão dos diretores David Mureau e Xavier Palud para um dos episódios mais bárbaros já registrados na história da Romênia. Infelizmente não posso contar detalhes sobre tal episódio, pois estragaria por completo o filme.
De qualquer forma, Ils é sem sombra de dúvida uma aula de como fazer suspense e deixar o espectador na ponta do sofá. Em muitos momentos o filme chega a lembrar o maravilhoso e também francês Haute Tension, principalmente pela presença de vários clichês habituais aos filmes do gênero, mas não se enganem, esses clichês não são capazes de desmerecer o filme como um todo de forma alguma.
O filme usa-se de forma sensacional de vários elementos simples para criar uma atmosfera de medo e tensão cada vez maior. E confesso que em várias partes a minha espinha gelou e não tive como controlar uma pontinha de medo. O casarão e suas imediações onde ocorrem a maioria das sequências do filme exalam um clima extremamente mórbido e sombrio, com árvores, cercas e galpões abandonados por todos os lados. A dupla de atores principais, por sua vez, não faz feio e ambos encarnam muito competentemente o papel de um casal que no início de suas vidas já são obrigados a passar por uma incrível provação.
Mas o destaque de todo o filme vai mesmo para os vilões do filme e o seu final. Mórbido, sujo, feio e negativo são apenas alguns adjetivos que podem personificar o final de Ils. Tudo graças à sábia decisão da dupla de diretores em não mostrarem os vilões do filme até os minutos finais. Assim, passamos todo o filme desconfortáveis por não saber com quem ou o que aquele casal está lidando. E se preparem para a revelação de quem são Ils (Eles, em francês), porque dificilmente outro filme conseguirá revelar de forma tão soberba a identidade de seus vilões. Estou falando sério, se preparem para ficar no mínimo de queixo caído.
Como não são bestas nem nada, os produtores de Hollywood, vendo o sucesso estrondoso de Ils pelos festivais de cinema mundo a fora, já importaram os diretores David Mureau e Xavier Palud para dirigirem o remake do fantástico filme japonês The Eye. Odeio remakes, mas nas mãos desses dois rapazes, sinto que pode sair algo decente desse projeto.
Então meus amigos, botem o emule, bitcomet, ou qualquer outro programa de download para funcionar e preparem seus nervos para 77 minutos de muita correria, gritaria e medo. Não esperem gore e litros de sangue, porque isso Ils não tem e nem precisa ter. Apenas sentem e apreciem mais uma pérola do cinema contemporâneo. Muito bom.
Ils começa com uma mulher e sua filha adolescente dentro de um carro em uma estrada escura e deserta. Enquanto as duas discutem sobre a suposta rebeldia da garota, a mãe assusta-se ao ver um vulto no meio da estrada e perde o controle do veículo, que acaba se chocando com um poste. Ela desce do carro para verificar o motor, e sem mais nem menos, some. Sua filha, desesperada, se tranca dentro do carro, mas repentinamente acaba sendo enforcada por um ser misterioso que estava escondido no banco de trás. Corta então para os créditos de abertura.
Lucas (Michaël Cohen) e Clementine (Olivia Bonamy) são um casal que vive uma vidinha pacata em um casarão isolado na cidade de Bucareste, capital da Romênia. Ele ganha a vida como escritor, enquanto ela leciona em uma escola primária da cidade. Certa noite, enquanto dormem, Clementine escuta um estranho barulho no andar de baixo da casa e acorda Lucas para que eles verifiquem o que está acontecendo. Para a surpresa do casal, eles se deparam com alguém roubando o carro de Clementine. Lucas até tenta recuperar o veículo, mas não tem sorte. Enquanto ligam para a polícia para noticiar o roubo, as luzes da casa apagam-se misteriosamente, e o casal passa a ser acuado por luzes de lanternas que vêm do lado de fora da casa e denunciam a chegada de estranhos. Aparentemente eles querem mais do que o carro de Clementine. Tem início então uma jornada alucinante onde Lucas e Clementine terão que lutar por suas vidas ao mesmo tempo em que tentam descobrir o que essas pessoas misteriosas querem deles.
Baseado em fatos reais, Ils é a versão dos diretores David Mureau e Xavier Palud para um dos episódios mais bárbaros já registrados na história da Romênia. Infelizmente não posso contar detalhes sobre tal episódio, pois estragaria por completo o filme.
De qualquer forma, Ils é sem sombra de dúvida uma aula de como fazer suspense e deixar o espectador na ponta do sofá. Em muitos momentos o filme chega a lembrar o maravilhoso e também francês Haute Tension, principalmente pela presença de vários clichês habituais aos filmes do gênero, mas não se enganem, esses clichês não são capazes de desmerecer o filme como um todo de forma alguma.
O filme usa-se de forma sensacional de vários elementos simples para criar uma atmosfera de medo e tensão cada vez maior. E confesso que em várias partes a minha espinha gelou e não tive como controlar uma pontinha de medo. O casarão e suas imediações onde ocorrem a maioria das sequências do filme exalam um clima extremamente mórbido e sombrio, com árvores, cercas e galpões abandonados por todos os lados. A dupla de atores principais, por sua vez, não faz feio e ambos encarnam muito competentemente o papel de um casal que no início de suas vidas já são obrigados a passar por uma incrível provação.
Mas o destaque de todo o filme vai mesmo para os vilões do filme e o seu final. Mórbido, sujo, feio e negativo são apenas alguns adjetivos que podem personificar o final de Ils. Tudo graças à sábia decisão da dupla de diretores em não mostrarem os vilões do filme até os minutos finais. Assim, passamos todo o filme desconfortáveis por não saber com quem ou o que aquele casal está lidando. E se preparem para a revelação de quem são Ils (Eles, em francês), porque dificilmente outro filme conseguirá revelar de forma tão soberba a identidade de seus vilões. Estou falando sério, se preparem para ficar no mínimo de queixo caído.
Como não são bestas nem nada, os produtores de Hollywood, vendo o sucesso estrondoso de Ils pelos festivais de cinema mundo a fora, já importaram os diretores David Mureau e Xavier Palud para dirigirem o remake do fantástico filme japonês The Eye. Odeio remakes, mas nas mãos desses dois rapazes, sinto que pode sair algo decente desse projeto.
Então meus amigos, botem o emule, bitcomet, ou qualquer outro programa de download para funcionar e preparem seus nervos para 77 minutos de muita correria, gritaria e medo. Não esperem gore e litros de sangue, porque isso Ils não tem e nem precisa ter. Apenas sentem e apreciem mais uma pérola do cinema contemporâneo. Muito bom.


2 Comments:
Opa ...
Eu não posso ver esses comentarios de filmes que tenho que baixar ... acumulando um acervo enooorme de filmes de terror e deixando outros gêneros no limbo ...hehheehe
Quanto ao artigo, conciso, explica tudinho sem revelar nada de importante.. tudo como um bom fã de terror deseja ...
77 minutos ???? Nossa!!!
Oi Victor!
Assisti ao filme e gostei tanto que não pude não pesquisar sobre a real história! Foi assim que cái aqui... rs
Seu comentário está ótimo e fala muito bem sobre o filme.
Em uma passagem você fala dos detalhes do caso, mas que você não revelaria aqui para não estragar o filme. Você sabe mais sobre os fatos reais? Poderia compartilhar as informações comigo? Pois estou muito curiosa!
Obrigada e parabéns!
Fernanda
Meu email: fe_cheida@hotmail.com
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